Resposta direta: não. O ASO (Atestado de Saúde Ocupacional) é só o documento final de um processo técnico mais amplo — que inclui inspeção do posto de trabalho, elaboração do PGR (Programa de Gerenciamento de Risco) e do PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), e a definição dos exames complementares corretos para cada função. Uma empresa que só emite o ASO, sem esse processo por trás, deixa sua empresa exposta a autuação — mesmo “tendo feito o exame”.
Por que essa confusão é tão comum
É a pergunta que mais ouvimos de empresários que buscam assessoria pela primeira vez: “vocês fazem admissional?”. Faz sentido — o ASO é a parte visível do processo, o papel que o RH precisa arquivar antes de contratar. Mas ele é só a ponta de um trabalho técnico bem mais completo, parecido com um iceberg: o que aparece na superfície é pequeno perto do que sustenta aquele documento por baixo da água.
O que existe antes do ASO chegar até você
- Inspeção do posto de trabalho. Um técnico avalia os riscos reais daquela função específica — físicos, químicos, biológicos, ergonômicos — antes de definir qualquer exame.
- PGR (Programa de Gerenciamento de Risco). Documento obrigatório que mapeia os riscos ocupacionais da empresa inteira, exigido pela NR-1, e que embasa todas as decisões seguintes.
- PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional). Define, com base no PGR, quais exames cada função precisa fazer — e com que frequência.
- Só então o ASO é emitido — como consequência de todo esse processo, não como um exame avulso e desconectado do restante.
O risco de pular direto para o ASO
Quando uma empresa contrata só a emissão do ASO, sem o PGR e o PCMSO por trás, ela corre dois riscos reais:
- Autuação por documentação incompleta — mesmo com o exame feito, a ausência de PGR/PCMSO atualizado é motivo comum de multa em fiscalização.
- Exame errado para a função. Sem a inspeção técnica do posto de trabalho, é comum pedir exames genéricos que não cobrem o risco real daquela atividade específica — o que não protege o funcionário nem a empresa.
Quem precisa desse processo completo
Toda empresa classificada como grau de risco 2 ou 3 — a maioria do comércio e da indústria de pequeno e médio porte — precisa de PGR, PCMSO e exames ocupacionais por lei, independentemente do tamanho da equipe. Isso vale tanto para uma empresa de Socorro e região do Circuito das Águas quanto para uma rede de lojas ou indústria em São Paulo.
Como a Étikz conduz esse processo
A Étikz assume o processo completo — da inspeção técnica até a emissão do ASO — para empresas que ainda não têm equipe própria de SST. O contrato começa com as normas prioritárias para o segmento da empresa e pode ser expandido conforme a necessidade cresce. Fale com a Étikz para entender o que sua empresa precisa hoje.